A cultura, tradições e costumes são as coisas mais preciosas que um povo tem, respeite a sua e a dos outros!
Gaúcho é uma denominação das pessoas ligadas a atividade pecuária em regiões de ocorrência de campos naturais do vale do Rio da Prata, entre os quais o bioma denominado pampa, supostamente descendente mestiço de espanhóis, portugueses, indígenas e negros. As peculiares características de seu modo de vida pastoril teriam forjado uma cultura própria, derivada do amálgama da cultura ibérica, indígena e africana, adaptada ao trabalho pecuário em propriedades denominadas estâncias. É assim conhecido no Brasil enquanto que em países de língua espanhola, como Argentina e Uruguai é chamado de gaúcho.
O termo também é correntemente usado como gentílico para denominação de habitantes do estado brasileiro do Rio Grande do Sul, e em alguns casos o termo é utilizado por habitantes do norte do Brasil para denominar os oriundos de qualquer região do sul do país.
O termo seria ainda utilizado para denominar um tipo folclórico e um conjunto de tradições codificado e difundido por um movimento cultural agrupado em agremiações que cultivam ou mantêm tais tradições, denominadas CTGs. Seria, conforme seus defensores, a denominação de uma nacionalidade.
Nome pelo qual é conhecido o homem do campo na região dos pampas da Argentina, Uruguai e do Rio Grande do Sul e, por extensão, os nascidos neste Estado brasileiro. Originariamente, o termo foi aplicado, em sentido pejorativo (como sinônimo de ladrão de gado e vadio), aos mestiços e índios, espanhóis e portugueses que naquela região, ainda selvagem, viviam de prear o gado que, fugindo dos primeiros povoamentos espanhóis, se espalhava e reproduzia livremente pelas pastagens naturais. Igualmente livre, sem patrão e sem lei, o gaúcho tornou-se hábil cavaleiro, manejador do laço e da boleadeira.
No séc. XVIII, foi o gaúcho brasileiro um instrumento de fixação portuguesa no Brasil meridional, contribuindo para a manutenção das fronteiras com as regiões platinas. Com o estabelecimento das fazendas de gado e com a modificação da estrutura de trabalho, o gaúcho perdeu seus hábitos nômades, enquadrando-se na nova sociedade rural como trabalhador especializado: era o peão das estâncias.
O reconhecimento de sua habilidade campeira e de sua bravura na guerra fez com que o termo "gaúcho" perdesse a conotação pejorativa. Paralelamente, surgiu uma literatura gauchesca, incorporando as lendas de sua tradição oral e as particularidades dialetais, e exaltando sua coragem, apego à terra, seu amor e liberdade.
O gaúcho é o vaqueiro da paisagem brasileira sul-rio-grandense. De temperamento ardente, aparece sempre montado no seu famoso pingo – o cavalo inseparável e amigo nas ações belicosas dentro dos extensos campos do Rio Grande do Sul.
Há numa fazenda centenas de vaqueiros, mas não habitam aí; amantes da liberdade, constroem seus ranchos junto ao caminho que trilham na labuta diária.
Grande parte do salário é gasto no sustento do cavalo, ao qual dispensa cuidados especiais. O prato predileto do gaúcho é o churrasco, que acompanha com o chimarrão. Veste camisa de lã, de tecido grosso, e bombachas presas aos tornozelos; dando colorido ao traje, traz ao pescoço, por um nó corrediço, um lenço de cores vivas. Protege a cabeça com um chapéu de couro ou feltro, de abas largas, preso pelo barbicacho, e calça botas apropriadas para montaria. Vistoso cinto de couro – a guaiaca -. Onde prende o facão e a pistola, completa o traje típico do vaqueiro dos pampas.
Um acessório indispensável ao gaúcho é o laço com que apanha os animais; a corda é feita com três tiras de couro trançadas.
Outro aspecto e desempenha papel importante na vida do gaúcho, é o rodeio; consiste em reunir o gado para marcá-lo, dividi-lo em lotes, etc. Nessa ocasião, gosta de exibir suas qualidades de excelente cavaleiro.